Sociologia criminal, nas escolas sociológicas do crime, desloca o foco do indivíduo para a estrutura social, explicando a criminalidade por fatores como anomia, desorganização, subculturas e conflito de grupos. Essas escolas formam o núcleo da criminologia sociológica moderna.

Visão geral das escolas sociológicas

  • As teorias sociológicas tratam o crime como fenômeno social, ligado a normas, valores, desigualdades e organização das comunidades, e não apenas a defeitos individuais.

  • Usualmente se agrupam em: teorias do consenso (anomia, desorganização, associação diferencial/subcultura) e teorias do conflito/reação social (labelling, criminologia crítica).

Teorias do consenso (ordem e integração)

Escola / teoria Ideia central sobre o crime Palavras‑chave de prova
Escola de Chicago / desorganização social Crime concentra‑se em áreas urbanas degradadas, com laços comunitários frágeis e baixo controle social informal.  “zonas de transição”; migração; pobreza; ausência de controle comunitário.
Teoria da anomia (Durkheim–Merton) Anomia = enfraquecimento das normas; em Merton, discrepância entre metas de sucesso e meios legítimos gera desvio.  metas culturais x meios; inovação; exclusão; crise social.
Associação diferencial (Sutherland) Comportamento criminoso é aprendido em interações com grupos que favorecem definições pró‑crime.  aprendizado; contatos diferenciais; definições favoráveis x desfavoráveis.
Teorias subculturais Grupos subordinados criam subculturas com valores próprios; o que é “status” na subcultura é crime para a cultura dominante.  gangues; jovens; status; rejeição de valores escolares e de trabalho.
 
 

Teorias do conflito e da reação social

Escola / teoria Ideia central Palavras‑chave de prova
Teorias do conflito (criminologia do conflito) Crime e lei expressam interesses do grupo/classe dominante; definição de crime é instrumento de poder.  estrutura de poder; interesses dominantes; criminalização seletiva.
Labelling approach / reação social / etiquetamento Crime é rótulo aplicado seletivamente; foco em quem rotula, como e com quais efeitos (desvio secundário).  estigma; etiqueta; desvio secundário; seletividade do sistema penal.
Criminologia crítica (nova criminologia) Amplia o conflito para capitalismo, classe, raça, dominação; crime como resultado e produto da estrutura social; sistema penal como mecanismo de controle dos marginalizados.  capitalismo; desigualdade; controle social; crítica ao direito penal.
 
 

Esquema comparativo prático

Grupo sociológico Foco principal Como enxerga o crime Exemplo clássico
Teorias do consenso Integração social e normas comuns Desajuste entre indivíduo e normas/valores do grupo.  Anomia, desorganização, subculturas.
Teorias da reação social Rotulação e construção social Resultado de processos de definição e etiquetamento.  Labelling approach.
Teorias do conflito / críticas Poder, classe, dominação Produto de desigualdades estruturais e interesses dominantes.  Criminologia crítica, teorias marxistas.
 
 

Essas escolas formam a base das vertentes sociológicas da criminologia, muito cobradas em concursos com rótulos como: anomia, Escola de Chicago, associação diferencial, subcultura, labelling e criminologia crítica.

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